Maia Praia, novembro de 2011
No momento em que volto a esta página, depois de mais uma longa ausência, posso dizer que algumas coisas mudam ou mudaram, aqui, enquanto outras continuam como sempre foram. Parece redundante dizer isso, já que em todos os lugares é assim que acontece. Mas não custa dizê-las, pelo menos algumas!
As garcinhas brancas, que costumam vir para cá durante o inverno, já se foram, como acontece todo ano; as gaivotas continuam na praia, tagarelando, embora em menor número agora, o que também acontece todo ano; os peixes continuam diminuindo em tamanho e em quantidade; o Rio Perequê continua formando os seus meandros, como sempre o fez, para dificultar a entrada das águas salgadas do mar em seu leito; o mar continua com aquela cor verde, o que fez chamar a região de Costa Esmeralda; o clima continua a ser um dos melhores de Santa Catarina, o que ele já é há muitos e muitos anos.
Muda/aumenta a sujeira na praia e nas ruas; veem-se construções de prédios e de casas cada vez em número superior, e, aos poucos, a dmiminuir a nossa visão do mar e das matas que cobrem grande parte dos morros aos redor; aumenta o número de pessoas, de carros e de motos, aproximando nossa cidade de todas as outras; estende-se para cá o roubo, o furto, o arrombamento de cofres em bancos e caixas eletrônicas, o que também não é nada estranho em tantas cidades do Brasil; ultimamente o Prefeitura voltou a apresentar obras, depois de um período de letargia ( será que é por causa da aproximação de mais um ano eleitoral?? ou seria eleitoreiro?? ): está sendo feito mais um pedaço do calçadão, agora também aqui na saída da nossa rua para o mar (quando estiver pronto tentarei de me lambrar de tirar e colocar neste espaço uma foto); uma outra obra, falada há dois ou três anos, finalmente começou a ser implantada, é a Macrodrenagem; algumas construtoras ( principalmente uma) parecem tirar dinheiro da manga (ou!!), e modificam rapidamente o aspecto de nossa urbe; compram-se mais apartamentos do que nunca – parecendo que os mais caros são os mais facilmente negociáveis; fala-se em mudar mais uma vez o trânsito, sem alterar muito o número e as características das ruas e avenidas existentes. Em suma, tudo o que se faz em qualquer cidade deste Brasil.
Não devo ter colocado tudo que permanece igual nem tudo que está mudando. Cada um acaberá percebendo que falta aquela graça própria a cada um, percebido por muitos, que os faz querer morar aqui ou, pelo menos, passar um tempinho todo ano aqui.
Não falei das minhas orquídeas que continuam bonitas, brindando-nos com belas florações durante o ano de 2011 ( Tentarei de me lembrar também de colocar nesta página algumas fotos tirei).
E é assim o dia a dia nosso. Alguns acharão monótono; outros acharão estimulante. Para mim continua sendo um convite à modorra, à lassidão. Espero que não interpretrem isso como uma desculpa para as longas ausências minhas desta página. Estou nessa dos franceses: “laissez faire” . Se estiver escrito errado o meu francês, é mais uma decorrência dos mesmos fatos: por que ir a um dicionário?!!
Posted on December 1st, 2011 by Ingo
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